

Evidência observacional para a existência
de energia escura
Para determinar se a taxa de expansão do Universo está a aumentar ou diminuir, os astrônomos comparam a “enorme” luminosidade proveniente da explosão de supernovas do tipo IA, os seus aspectos e curvas de luz são semelhantes permitindo conhecer a sua luminosidade intrínseca (independente da distância) . Se a gravidade estivesse a provocar a diminuição da taxa de expansão do Universo a distância entre uma galáxia observada distante seria menor e a galáxia devia parecer mais brilhante do que se a expansão estivesse a ocorrer a uma taxa constante. O que foi observado foi justamente o contrário : as supernovas distantes eram cerca de 20% menos brilhantes do que o que seria de esperar se a taxa de expansão fosse constante, indicando que desde há alguns milhares de milhões de anos a taxa de expansão do universo está a aumentar.

Ferramentas para uma revolução científica

Já existe um programa de grande alcance no local para estudar as propriedades da energia escura. As medições de amplitude e as flutuações cósmicas de fundo de microondas( WMAP), combinadas com dados de instalações no mundo astronômico, especialmente medições de supernovas, sugerem que a energia escura é coerente com uma constante cosmológica. Futuras medições de supernovas, lentes gravitacionais e aglomerados de galáxias irão revelar definitivamente como a energia escura se comporta como constante cosmológica de Einstein ou como alguma nova substância que muda com o tempo com a evolução do universo.

Bóson de Higgs


O maior interesse dos cientistas é descobrir o Bóson de Higgs, a única peça que falta para montar o quebra-cabeças que explicaria a "materialidade" do nosso universo. Por muito tempo se acreditou que os átomos fossem a unidade indivisível da matéria. Depois, os cientistas descobriram que o próprio átomo era resultado da interação de partículas ainda mais fundamentais. E eles foram descobrindo essas partículas uma a uma. Entre quarks e léptons, férmions e bósons, são 16 partículas fundamentais: 12 partículas de matéria e 4 partículas portadoras de força.

A Partícula de Higgs
O problema é que, quando consideradas individualmente, nenhuma dessas partículas tem massa. Ou seja, depois de todos os avanços científicos, ainda não sabemos o que dá "materialidade" ao nosso mundo. O Modelo Padrão, a teoria básica da Física que explica a interação de todas as partículas subatômicas, coloca todas as fichas no Bóson de Higgs, a partícula fundamental que explicaria como a massa se expressa nesse mar de energias. É por isso que os cientistas desgraçadamente a chamam de "Partícula de Deus" para desgosto do grande descobridor da partícula físico escocês Peter Higgs que é ateu, e que está ansioso para abrir a garrafa de champanhe guardada há 40 anos!. "Eu acho embaraçoso “o apelido” porque, embora eu não seja religioso, é o tipo de mau uso de terminologia que pode ofender algumas pessoas", já disse ele uma vez, ( concordo plenamente tendo em vista por não ser religiosa, o mal emprego e as ações interjectivas realmente irritam um pouco por não corresponder com a realidade, hehe sem ofender niguém é claro!, mas, vamos voltar a fazer ciência não é mesmo! =), porque querendo ou não sem ela nós nunca poderemos nos perpetuar para além do planeta, e não extinguindo-nos injustamente, um final um tanto triste para uma civilização potencialmente inteligente, é a nossa missão). Não resisti e precisava postar essa que é uma das fotos mais odisséicas que já vi, a do lançamento da Space Shuttle vista da ISS (Estação Espacial Internacional) é de comover, mostra o quão frágeis e preciosos somos. Me estendi um pouco, mas voltando =).
O Modelo Padrão tem um enorme poder explicativo. Toda a nossa ciência e a nossa tecnologia foram criadas a partir dele. Mas os cientistas sabem de suas deficiências. Essa teoria cobre apenas o que chamamos de "matéria ordinária", essa matéria da qual somos feitos e que pode ser detectada por nossos sentidos.
Mas, se essa teoria não explica porque temos massa, fica claro que o Modelo Padrão consegue dar boas respostas sobre como "a coisa funciona", mas ainda se cala quando a pergunta é "o que é a coisa". O Modelo Padrão também não explica a gravidade. E não pretende dar conta dos restantes 95% do nosso universo, presumivelmente preenchidos por outras duas "coisas" que não sabemos o que são: a energia escura e a matéria escura (apesar de já termos ciência de que a matéria escura sejam WIMPs – weakle interacting massive particles ( partículas de grande massa que interagem fracamente) mas ainda não foram detectadas experimentalmente.
É por isso que se coloca tanta fé na “Partícula de Deus”. Ela poderia explicar a massa de todas as demais partículas. O próprio Bóson de Higgs seria algo como um campo de energia uniforme. Ao contrário da gravidade, que é mais forte onde há mais massa, esse campo energético de Higgs seria constante. Desta forma, ele poderia ser a fonte não apenas da massa da matéria ordinária, mas a fonte da própria energia escura.
Em dois ou três anos saberemos se a teoria está correta ou não. Ou, talvez, nos depararemos com novo setor fundamental da física. O LHC fará muitas descobertas ao atingir a energia para o qual o sistema foi projetado, que é de 7 TeV no ano que vem. O que nos espera no território da tera-escala. Niguém sabe. Mas fenômenos completamente novos certamente estão a ponto de se manifestar. Este novo setor pode abrir um leque de muitas novas partículas interações um mundo todo novo ,( ou literalmente “brane new world” como citaria Sthepen Hawking mas isso já é estória para outro post), que exigirá novas teorias, novos equipamentos e novas descobertas.
fonte: http://uslhc.us/LHC_Science/Questions_for_the_Universe/Dark_Energy