Quem ainda não sentiu em todo o seu vigor a força das missões do Glast, agora irá sentir e se emocionar! Esse é um clipe musical, que a NASA fez em celebração ao lançamento da sonda GLAST(Gamma-ray Large Area Space Telescope) que ocorreu no dia 11 de junho de 2008. A música foi composta por Nolan Gasser e executada pelo American Brass Quintet (quinteto de metais), vale a pena assistir e se emocionar com esse belíssimo vídeo de introspecções científicas.
6 anos de esperança (2002-2007) e 9 anos (1993-2002 detalhe 9 aninhos na época =) de inspirações uníssonas para a vida sem perder um único episódio que são verdadeiros acasos notáveis de perfeição científica televisiva, depois de 15 extraordinários anos de verdadeiras inspirações científicas, dia 25 de julho de 2008 Arquivo X – I Want to Believe finalmente chega aos cinemas, bem se eu continuar não vou mais escrever sobre nada, só sobre Arquivo X ( temo o que poderia sair de um post sobre Arquivo X, seria muita coisa!!, talvez eu faça um blog só para ele hehe =) , bem mas deixando o romance de longas datas ( ai ai como não ser quixotesca com Arquivo X) aaaaaaaa!! , ok estou tentando me recompor, eu ia começar a escrever o post sobre energia escura logo aqui em baixo mas acabei de me estender demais, bem vou deixar como uma notinha então. =)
2008 será palco das mais novas revelações dramáticas do Universo. A Nasa acabou de lançar
( ainda estou com lágrimas nos olhos!) à exatos 13h05 minutos (horário de Brasília) o Telescópio Espacial de grande área de raios Gama (The Gamma- Ray Large Area Epace Telescope) ou seja GLAST, para explorar os eventos mais energéticos do Universo como buracos negros supermassivos pulsares, supernovas e fontes potentes de raios gama, (nunca pensei que fosse me emocionar tanto com esse belíssimo lançamento, que mudará nossa compreensão do universo a partir de agora ).
Físicos serão capaz de estudar partículas subatômicas em energias muito maiores do que as observadas nos aceleradores de partículas da terra. E cosmólogos ganharão valiosas informações sobre o nascimento e início da evolução do Universo. Para este esforço único, que reúne as comunidades da física de partículas e astrofísicos, a Nasa se reuniu com Departamento de Energia e Instituições na França, Alemanha, Japão, Itália e Suécia. A General Dynamics foi escolhido para a construção do veículo espacial. o Glast deve ser colocado em uma órbita a 565 km da Terra. O telescópio é composto basicamente de um rastreador de trajetórias de partículas e de um calorímetro (medidor de energia).
equipe do GLAST
Utilizando os telescópios especiais atuais, capazes de captar justamente os raios gama, os cientistas conseguem captar essas explosões, muito curtas, mas extremamente violentas. Acredita-se não haver nada tão poderoso no universo quanto uma dessas explosões de raios gama. Surpreendentemente rico e mutável, o céu em raios gama se apresenta de maneira fantasmagoricamente lindo e aparentemente calmo, mostrando a fúria silenciosa de buracos negros supermassivos arremessando matéria violentamente para o espaço a velocidades próximas da luz, onde residem entre outros fenômenos como, estrelas de nêutrons hiperdensas com campos magnéticos gigantescos e o brilho de alta energia da galáxia produzido pelas colisões de partículas carregadas conhecidas com raios cósmicos. Os raios gama também podem se originar da aniquilação de partículas exóticas que formam a matéria escura.
Desde à muito tempo os astrônomos tem a ciência de que o movimento contínuo das galáxias no interior de aglomerados e das estrelas, em galáxias, é mais rápido do que prevê a gravidade da matéria visível, indicando que uma enorme quantidade de matéria invisível está atuando. E ao mesmo tempo os físicos percebem que extensões do Modelo Padrão podem explicar esse significado. A ampliação mais popular envolve um aspecto hipotético da natureza conhecido como supersimetria, tema que o LHC tem como prioridade. Partículas de matéria escura supersimétrica não são realmente escuras. Mesmo não podendo interagir muito coma a matéria comum e com a luz, acredita-se que elas guardem uma propriedade interessante: de ser suas próprias antipartículas. Sempre que duas dessas partículas se encontram elas se aniquilam, convertendo toda a sua massa em energia, incluindo raios gama. O mistério é saber como distinguir essa radiação da emissão similar produzida por outras fontes. Matéria escura ainda é uma incógnita, tanto que as estimativas da intensidade e energia dos raios gama que ela emite variam significamente.
Nos casos mais bem definidos a aniquilação resulta em apenas dois fótons gama dematéria escura, hoje estimada em torno de centenas de GeV. Essa situação reproduz a versão da matéria escura dos raios gama característicos de 511 quiloelétrons-volts(keV), produzidos quando os elétrons e seu companheiro de antimatéria, o pósitron, se aniquilam. Quando são observados raios gama de 511 keV, os astrônomos sabem que há pósitrons envolvidos. Por outro lado quando é observada uma emissão excessiva de raios gama, com energia na faixa de GeV, eles sabem que a matéria escura está envolvida.
Se o Glast conseguir enxergar os raios gamma, ele não só confirmará que a matéria escura realmente exista( descartando assim teorias alternativas), como revelará propriedades das partículas que formam a matéria escura, comosua massa e interatividade, dando aos físicos excelente oportunidade de entendê-las melhor.
O LHC ( Grande Colisor de Hádrons) é capaz de produzir novas partículas, medir sua massa e determinar a intensidade de suas interações. Essas partículas são candidatas a formar a matéria escura. O Glast poderá então determinar o papel que elas desempenham no Universo como um todo.
É possível também que o GLAST observe raios gama gerados pela explosão de buracos negros microscópicos. Uma teoria notável que emergiu na década de 70 quando Stephen Hawking e seus colegas concluíram que a combinação da gravidade com flutuações quânticas de energia poderia sugerir que os buracos negros são instáveis, e que se originaram no próprio processo de formação do Universo e que esses corpos deveriam irradiar partículas cuja a energia aumentaria à mediada que o buraco negro diminui de tamanho, levando á uma reação de fuga e finalmente a uma terrível explosão.
Segundo os cientistas, o Glast será capaz de medir padrões de alteração da gravidade à procura de novas dimensões ( nossa como estamos avançando já desenvolvemos um telescópio para isso!!!), os grávitons, as partículas que transmitem a gravidade, podem ter partículas similares chamadas de grávitons Kaluza- Klein, que se propagam através de de um volume com um número maior de dimensões. Explosões de supernovas poderiam transferir parte de sua energia a esses grávitons, que decairiam em outras partículas e finalmente raios gamma!. O Glast observará muitos objetos como esses, e no final poderá inviabilizar as versões das teorias de dimensões extras.
Eu fico impressionada o quão extensa é a lista de missões desse que é um dos projetos mais uníssonos que já vi em vida se consolidar, é emocionante está testemunhando e vivenciando uma nova era de descobertas a serem feitas nesse universo de questões infinitas.
O Glast está fadado a resolver muitas questões cruciais do Universo de altas energias e nos envolver cada vez mais com o desconhecido, pois quanto mais a esfera do conhecimento cresce, maior é o contato com o infindável desconhecido.
No dia 10 de Abril de 2002 foi anunciado, pelo centro responsável pelo observatório de raios-x Chandra, um conjunto de evidências que revelam a existência de uma nova forma de matéria.
A observação, por parte do satélite Chandra, dos objetos RX J1856.5-3754 e 3C58, revelou duas estrelas com propriedades dificilmente explicáveis à luz do nosso conhecimento atual da estrutura da matéria. Em combinação com dados obtidos pelo telescópio espacial Hubble, constatou-se que a fonte RX J1856 irradia como um corpo sólido com uma temperatura de 700000 graus Celsius, possuindo um diâmetro de 11.3 Km. Este diâmetro é demasiado pequeno para ser compatível com modelos de estrelas de nêutrons.
No caso da fonte 3C58, uma remanescente de supernova recente, não foi detectada a radiação-x da estrela de nêutrons que ali deveria existir. Os dados mostram que a temperatura deste corpo não atinge o milhão de graus Celsius, valor bastante inferior ao previsto para estrelas de nêutrons recentes.
A melhor candidata é uma remanescente de supernova, o qual esfriou rápido demais para um objeto de 821 anos (menos de 1 milhão de graus ) . Existem duas formas para uma estrela esfriar mais rápido que o normal: Quarks circulando em torno do núcleo da estrela de quarks. A outra supõe que seja uma estrela de nêutrons, mas que tenha reações nucleares fora do comum.
As observações efetuadas aos objetos RX J1856.5-3754 e 3C58 sugerem que a matéria do qual são compostos é muito mais densa do que a matéria nuclear observada nos laboratórios terrestres. Estes resultados levantam a possibilidade de estes corpos não serem estrelas de nêutrons, mas ainda mais densos, estrelas de quarks puros ou corpos compostos por cristais de partículas sub-nucleares, que em condições normais existem por apenas breves instantes.
Uma estrela de quarks é um hipotético tipo de estrela composto por matéria quark. Estas são fases ultra-densas de matéria degenerada teorizada como casos particulares formados a partir de estrelas de nêutrons massivas. As estrelas de nêutrons têm cerca de 19 km e as estrelas de quark 11 km.
É teorizado que quando a matéria nêutron-degenerada, pela gravidade da própria estrela, atinge suficiente pressão, os nêutrons individuais desabam em seus quarks constituintes, quarks UP e quarks DOWN. Alguns destes quarks podem vir a se tornar quarks STRANGE . A estrela então passa a ser chamada de "estrela de quark", similar a um hádron gigante (mas mantido limitado pela gravidade mais que pela força força forte).
Uma estrela de quarks pode ser formada de uma estrela de nêutron através de um processo chamado "desconfinamento" de quarks. Este processo pode produzir uma nova de quarks. A estrela resultante pode conter quarks livres em seu interior. O processo de "desconfinamento" pode liberar imensas quantidades de energia, talvez sendo as mais energéticas explosões existentes. É provável que as grandes erupções de raios gama evidenciadas pela astrofísica sejam novas de quark. Elas possuem uma alta rotação, com um campo magnético fortíssimo, bem mais do que as de nêutrons, provocando surgimento de feixes de radiação por um período menor do que aqueles de pulsares de nêutrons. Uma estrela de quark situa-se entre as estrelas de nêutrons e os buracos negros em termos tanto de massa como densidade, e se suficiente massa adicional for somada à sua, ela colapsará em um buraco negro.
Estrelas de nêutrons que tenham massa de 1.5 e 1.8 massas solares com rápida rotação são teoricamente as melhores candidatas à conversão. Sua quantidade é estimada em 1% da população das estrelas de nêutrons. Uma extrapolação baseada nisto indica que até 2 novas quark podem ocorrer no universo observável a cada dia. Teoricamente, estrelas de quark podem ser silenciosas em freqüência de rádio, então estrelas de nêutrons silenciosas em rádio podem ser estrelas de quarks.
Achada uma estrela de quarks na constelação de Coroa Austral mede apenas 11 km de diâmetro, estando a 170.000 anos-luz na Grande Nebulosa de Magalhães.
Outro trabalho teórico, publicado em Physical Review D 73, 114016 (2006), contém: "Uma estreita interface entre a matéria quark e o vácuo teria propriedades muito diferentes na superfície de uma estrela de nêutron"; e, focando-se em parâmetros chave como tensão de superfície e forças elétricas que foram negligenciadas no estudo original, os resultados mostram que tão logo se mantenha a tensão de superfície abaixo de um valor crítico baixo, os maiores “strangelets” são certamente instáveis à fragmentação e estrelas estranhas irão naturalmente apresentar complexas crostas de "strangelets", análogas àquelas das estrelas de nêutrons.
Até ao momento estes são, sem dúvida, os objetos com superfície sólida mais densos conhecidos. Ao desafiarem o nosso entendimento sobre a estrutura da matéria, estas descobertas vêm abrir um novo campo de investigação no parâmetro científico mundial.